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sexta-feira, 8 de abril de 2011
Morre mais uma esperança brasileira
O relógio despertou cedo, e como era de costume aquele filho acordaria com a sua mãe dizendo: “levanta tá na hora de ir para a escola”. O filho, mais dormindo do que acordado, responde: “tá bom, já vou”. Não se esqueça de escovar os dentes, e desce logo para tomar o café, senão vai chagar atrasado na escola, e a direção manda outro bilhete, diz a mãe já impaciente. “Filho colabora, desce que o café está esfriando. A mãe ainda tem que ir ao mercado”. Já vou, já vou “pera” um pouquinho. Como era de costume, da casa até à escola, mais recomendações: “Filho tome cuidado, não faça isso, não faça aquilo. Ah, se alguém de oferecer drogas, o que você tem que dizer”. “Não quero. Obrigado. Não quero desagradar minha mãe, e nem me prejudicar”. “Isso mesmo filho, isso mesmo”, disse a mãe. “Pode deixar, sei o que quero para minha vida”, disse ele. Ao chegarem à escola, como era de costume, a mãe desce do carro. Abraça o seu filho e lhe deseja boa aula, e acerta o horário de pegá-lo na saída, “às 12h45, eu te espero no portão, beijos”. “Se cuida, vai com Deus”, e grita: “mãe não esquece o meu chocolate”. Segue pelo corredor que vai para a sua sala, cumprimenta alguns colegas. Na sala, senta-se do lado da janela. Abre a sua mochila. Como era de costume, um bilhete: “filho a mãe te ama, você é um vencedor”. Ele chora, chora porque vê o esforço da mãe para lhe dar boa educação e suprir a ausência do pai. Os colegas já estão na sala. A conversa era sobre o passeio de domingo no Maracanã. Como era de costume, ele não iria, mas sonhava em ser um grande jogar de futebol para dar para sua mãe tudo o que ela merecia. Uma casa grande, bem bonita, com piscina, empregados, e é claro um carro zero, de preferência importado. Ele sonhava. Eram 09h, e de repente um barulho, seguido de gritos de socorro. O barulho lhe era familiar. Era barulho de tiro, isso ele logo identificou, mas na escola... Sem ter tempo para saber o que estava acontecendo, foi alvejado com um tiro certeiro em seu peito, sem forças para esboçar qualquer reação, caiu morto. Na sua carteira o seu sangue escorria pelas folhas do caderno, em suas mãos o bilhete: “filho a mãe te ama, você é um vencedor”. Vítima de violência injustificada, morreu o menino e o seu sonho, morreu também o sonho de uma mãe guerreira. Amados, morreu mais uma esperança brasileira. Esse menino poderia ser o nosso filho, essa mãe poderia ser você irmã, essa escola poderia ser a que os nossos filhos estudam. Minha oração é que Deus conforte o coração dessa mãe, que ela tenha em mente que o seu filho é um vencedor. Que Deus cubra com a Sua graça e misericórdia cada um dos nossos filhos nesse mundo tenebroso.
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