Bem-vindos
Veja muito bem-vindo. Espero que estes textos possam confortar teu coração. Deus abençoe ricamente a sua vida.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Pratos e copos
Manhã fria e cinzenta. Céu serrado. A casa está muito gelada. O termômetro na parede marca oito graus centígrados. Janelas e portas fechadas não são suficientes para impedir o frio que insiste em entrar pelas frestas. Na gaiola o canário canta solitário. Lá fora o vento forte e animado não pára de entoar a sua melodia e árvores, flores e plantas, como que dançando, acompanham o seu ritmo, mas a dinâmica da casa não muda. Com os ouvidos bem atentos é possível ouvir, lá no fundo, a máquina de lavar roupa funcionando. Na cozinha, a mãe lava a louça que ficou do jantar e do café da manhã com luvas de borracha para proteger as mãos da água fria, quase petrificada. O chiado da panela de pressão toma conta do ambiente, indicando que o feijão está sendo cozido. O almoço precisa ser servido no horário. Totalmente envolvida em seus afazeres, a esposa percebe a chegada do marido. Pensando em abraçá-lo assim que entrasse à cozinha, ela começa a tirar as luvas de borrachas e num gesto involuntário bate a mão no escorredor de louças que estava à esquerda na pia. Pratos e copos ao caírem no chão se quebram, e vidros são estilhaçados por todos os cantos da cozinha. O barulho é tão grande que chama a atenção não apenas do pai que está chegando, mas também do filho que já está em casa. Ambos correm para a cozinha perguntando o que aconteceu. Chateada, com o acidente, a esposa diz: Não foi nada. Quebrei alguns pratos e copos. Imediatamente, pai e filho começam a limpar a cozinha. Enquanto um varre; o outro, com uma “pazinha”, coloca os cacos de vidros no lixo, sob o olhar atento da mãe que pede para tomarem cuidado para não se machucarem. Objetivando limpar bem toda a cozinha, todos tiveram que, em um dado momento, se abaixar para ver se não ficou nenhum caco de vidro pelo chão. Amados, pratos e copos podem simbolizar relacionamentos que se quebraram dentro da nossa casa, que por uma ou outra razão escaparam das nossas mãos e caíram. É preciso tomar atitude. Cada um deve procurar fazer a sua parte, para juntos resolver o problema. Cacos de vidro não podem ficar no chão. Não podemos admitir que pratos e copos simplesmente escapem das nossas mãos e se quebrem diante dos nossos olhos.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Um lar
O dia mal amanhece e pronto o movimento na casa começa a acontecer de forma acelerada, intensa, às pressas como de costume. Uma a uma das janelas são abertas para arejar a casa, flores e plantas, cada uma em seus respectivos vasos, são colocadas para fora com o objetivo de tomar sol, aproveitando as primeiras horas do dia. Fogão aceso. Água e leite são postos para ferver porque daqui a pouco começa a descer um por um e todos com pressa, para tomar o café e enfrentar o dia, cada um a sua maneira. Pais vão para o serviço e filhos para a escola. A TV está ligada para se ter informações quanto ao trânsito, para saber as últimas notícias e a previsão do tempo. Em menos de 20 minutos a mesa está posta e a família reunida. É feita uma oração agradecendo a noite tranqüila, reconhecendo que o alimento que não tem faltado à mesa é bênção dfe e o pedido para que o dia seja de paz. O sol alaranjado dando uma beleza singular para o céu indica que a noite vem chegando. A casa que durante a maior parte do dia fica praticamente vazia começa a receber seus moradores. Eles chegam cansados, mas a volta para casa lhes oferece um bálsamo de alegria indizível que é possível ver em seus rostos um sorriso. O horário de chegada de cada um é diferente. Assim, cada batida de portão sinaliza quem chegou. A esposa está ocupada com alguns detalhes do lar, os filhos já tomaram banho e conversando com o pai na sala esperam a chamada para o jantar. A família está reunida em torno da mesa. Uma oração de agradecimento é feita. Todos comem felizes e comentam sobre o seu dia e os desafios que enfrentaram. É hora de dormir, cada para o seu quarto, diz o pai. A mãe passa em revista para ver se tudo está ok. Em seus quartos antes de dormirem cada um lê a Bíblia e faz uma oração. Esse é sem dúvida um lar feliz. Um lar que todos nós sonhamos e queremos. Queridos, devemos desenvolver a idéia de construir um lar. Construir um lar que esteja pautado pelo temor e reverência a Deus, pelo amor e respeito entre seus moradores, um lar que seja regado pelas orações, pela harmonia e pela comunhão. Um lar que nos faça desejar voltar para a casa.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Levando folhas para o lar
Não parei para contá-las, porque mais do que números o que me chamou a atenção foi ver o que elas estavam fazendo. Todas elas estavam trabalhando com um compromisso invejável, com uma disposição de dar gosto e com uma harmonia raramente vista entre nós. Elas eram formigas, sim formiguinhas. Atentamente comecei a observar de onde elas vinham e para aonde iam. Na calçada se formou um corredor de mão dupla, e um trânsito enorme de formigas era possível de ser visto do outro lado da rua. Elas estavam tão ocupadas que não deram a mínima para um gigante de 1,78 metros de altura e mais de 90 quilos que estava ali bem perto delas. Obstinadas em carregarem folhas para as suas casas, diga-se de passagem, autênticas obras de engenharia, e assim terem provisões em tempos difíceis, desafiaram todas as barreiras possíveis que poderiam vir sobre elas, inclusive uma chuva repentina e assim serem arrastadas pela enxurrada e verem todo o sonho se acabar. De repente, dentre tantas formigas, uma chamou a minha atenção. Ela carregava uma folha que era muito maior do que ela. O seu esforço era além das suas próprias forças. Era pesado de mais aquele pedaço de folha, mas ela não desistiu de carregá-lo. Ela queria cumprir seu compromisso de levar aquela folha ao seu lar. Não importava o peso nem o tamanho da folha que teria de carregar. Ela não olhava para a folha; mas, sim, para o seu lar. Ela sabia da importância que aquela folha tem para a manutenção da sua família. É a sua família que a motiva a carregar aquela enorme folha. Claro que ela poderia fazer como as outras formigas e pegar uma folha menor, mas isso resultaria em trabalho infrutífero, pois mais do que qualquer outra formiga, ela sabia das necessidades da sua casa. Pegar uma folha menor significaria maquiar o problema, significaria tapar o sol com a peneira. Queridos, às vezes, não queremos carregar “folhas” pesadas e ficamos a procura de folhas mais leves, e isso não é bom. Devemos fazer como a formiguinha que não desistiu de levar para o seu lar uma folha bem maior do que ela, superando todas as dificuldades para alcançar o seu objetivo. É verdade irmãos, às vezes, temos que fazer mais esforço do que os outros para levar “folhas” para abençoar o nosso lar. Pode ser que o nosso lar precise de “folhas” maiores do que o lar do outro.
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