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Veja muito bem-vindo. Espero que estes textos possam confortar teu coração. Deus abençoe ricamente a sua vida.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Crer na providência divina

Toda a jornada daqueles que servem ao Senhor deve estar centrada na crença da ação providencial Deus em suas vidas. “Deus proverá”, já dizia Abraão, o pai da fé. Essa é a jornada proposta por Deus a cada um de nós. Conforme o relato de 2Rs 6. 8-17, o rei da Síria fez guerra contra Israel. Frustrado em seus planos, por conta das constantes intervenções que o homem de Deus fazia, o rei quis saber onde ele estava. Ao saber que o profeta estava em Dotã, enviou cavalos, carros e fortes tropas para a cidade com o objetivo de prendê-lo. O moço do homem de Deus levantou cedo e entrou em desespero porque viu a cidade totalmente cercada pela tropa real, já o homem de Deus permaneceu tranqüilo diante de situação tão adversa, ele acreditava na providência de Deus. Acredito que esse texto ensina que aqueles que crêem na providência de Deus não temem diante da adversidade, pois foi exatamente isso que o profeta quis passar para seu amigo quando afirmou: “Não temas, porque mais são os que estão conosco”. Não importa quantos estão lá fora. Não importa se a cidade está fortemente cercada. O que importa é que o Senhor Deus está conosco, e isso basta. Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Não podemos nos abalar diante dos perigos, nem olhar para as circunstâncias e nos desesperarmos, pois o Senhor é a nossa força. O sábio Salomão já ensinava: “Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena” (Pv 24.10). Outra verdade percebida é que aqueles que crêem na providência divina são sensíveis às necessidades do próximo. Se aquele moço não estava vendo as coisas como deveria ver, então alguma coisa precisava ser feita. A atitude do profeta foi bem rápida, ele orou a Deus: “Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que vejas”. Devemos ter essa mesma disposição do profeta para com o nosso próximo ao invés de criticá-lo por não vê como nós vemos, devemos orar para que Deus abra os olhos das pessoas que nos cercam. “Orai uns pelos outros. Muito pode a oração dos justos em seus efeitos” (Tg 5.16). Aqueles que crêem na providência divina têm as suas orações respondidas, essa é outra verdade inquestionável e importantíssima para todos nos, pois “O Senhor abriu os olhos do moço”. No Salmo 116.1 temos a seguinte declaração: “Amo o Senhor, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas”. Ana, serva do Senhor, depois de muito orar teve o seu pedido atendido. Deus lhe deu um filho. Samuel é o seu nome. Deus honrou a petição de Eliseu, e agora, seu amigo vê conforme Deus quer. Que conforto devemos ter ao ler: “Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça” (Sl 66.20). Amado irmão, creia na providência de Deus em sua vida, pois Ele é fiel para fazer infinitamente mais do que pensamos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Jesus, o paralítico e o tanque

Sabendo que aquele homem estava há muito tempo naquela condição, Jesus perguntou-lhe: Queres ser curado? Essa pergunta sugere algumas questões. O que o paralítico deseja realmente? Será que estava ali com o desejo de ser curado ou de ser notado. Amados, será que isso pode acontecer conosco? Ou seja, nos escondermos nos problemas sem querer, de fato, resolve-los? A pergunta feita por Jesus Cristo conscientiza aquele homem do seu estado de miséria total e sua incapacidade para se libertar dela. A sua cura só poderia vir se houvesse uma confissão verdadeira, não uma lamentação ou reclamação, mas, sim, uma confissão, e isso ele faz ao dizer: “Não tenho ninguém que me coloque no tanque. Sempre vem alguém e passa a minha frente”. Não muito diferente dos dias atuais, a regra, na beira daquele tanque, era “cada um por si”. Ninguém tinha disposição para ajudar aquele homem que há 38 anos estava enfermo. Quanta humilhação ele não passou? Quantos anos de sofrimento e de espera? O salmista afirma: “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor” (Sl 40.1). Há um cântico que afirma: “temos que aprender a esperar”. O tempo de Deus é um mistério para nós. Nas palavras do apóstolo: “Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2Pe 3.8). Aquele paralítico jamais conseguiria resolver o seu problema sozinho, os 38 anos de enfermidade revelam isso. Ele precisava de alguém; mas, quem? Será que ele pensou que Jesus Cristo estaria disposto numa próxima oportunidade a ajudá-lo? Que surpresa ele teve, pois o Filho de Deus não lhe disse que o lançaria no tanque, nem esperaria pelo mover das águas, mas disse: “Levanta-te, toma o teu leito e anda”. Que grande desafio era para ele se levantar, pois acabara de confessar que não podia fazê-lo. Entendo que Jesus lhe disse para se levantar, pegar a sua cama e ir embora dali, daquele lugar que lhe causara frustração, angústia e humilhação. Ele estava curado. Estava livre para andar por onde desejasse, não precisava voltar para a beira do tanque, pois ali não era mais o seu lugar. Irmãos quantas vezes ficamos em lugares que nos trazem tristezas, angústias e humilhação? Creiam meus queridos, que Jesus Cristo quer e pode nos tirar desses lugares. Ele não quer que fiquemos prostrados em lugares que nos levam para baixo; ao contrário, ordena a pegarmos a nossa "cama" e sairmos. As suas benditas palavras invadiram o coração e a mente daquele paralítico, por isso ele pôde pegar a sua cama e sair dali para nunca mais voltar. Amados, ouçam a doce voz de Jesus Cristo e saiam do seu lugar de humilhação, levantem e caminhem, sacudam a poeira das vossas vestes e sigam em frente (Mateus 10.14).