Bem-vindos
Veja muito bem-vindo. Espero que estes textos possam confortar teu coração. Deus abençoe ricamente a sua vida.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Deus de aliança
Só há uma única Aliança salvadora entre Deus e os pecadores. Ela é chamada de Aliança da Graça (ou Pacto da Graça), ou, Aliança Abraâmica (ou Pacto Abraâmico). Lemos sobre sua origem em Gênesis 17. Deus, em Sua misericórdia, veio a Abraão e lhe deu uma promessa. Ele creu, e Deus o declarou justo. Qual é a essência dessa promessa pactual? Sua essência é a de união e comunhão entre Deus, Abraão e seus descendentes. “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, como aliança perpétua, para ser o teu Deus, e da tua descendência depois de ti” (Gênesis 17.7). É dito que é uma aliança perpétua. Significa que se qualquer um, em qualquer ponto na história, entrar em união e comunhão com Deus, então a mesma Aliança estará em vigor. Não devemos pensar que Abraão foi salvo por uma aliança diferente ou creu num evangelho diferente. Só há uma aliança que salva porque só há um evangelho que salva, “e a Escritura [...] preanunciou o evangelho a Abraão” (Gálatas 3.8). Abraão creu “de modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão” (Gálatas 3.9). Sempre houve uma forma visível (externa) e outra invisível (interna). Os homens lidam com a visível e Deus com a invisível. No Antigo Testamento, Abraão e todos os seus filhos faziam parte da forma visível da Aliança, por isso recebiam o sinal externo: a circuncisão (Gênesis 17.26). Há quem diga que não havia uma, mas duas alianças, uma espiritual e outra nacional. Dizem que a circuncisão refere-se apenas à nacional e não à espiritual. Afirmam que ela era um tipo de emblema nacional. A circuncisão não é um símbolo ou emblema nacional, já que foi instituída 430 anos antes de Israel existir. Outra coisa, a circuncisão não era uma marca de descendência física, pois ninguém nascia com ela. Moisés afirma: “O Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao Senhor teu Deus de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas” (Deuteronômio 30.6). Devemos ser gratos a Deus porque a Sua maravilhosa graça nos alcançou, circuncidando o nosso coração, e pelo poder do Espírito Santo, que habita em nós, podemos ver Jesus Cristo revelado nas Escrituras; e, assim, como o poeta sacro cantarmos: “Sei que os teus olhos sempre atentos permanecem em mim [...] Deus de aliança, Deus de promessas, Deus que não é homem para mentir. Tudo pode passar. Tudo pode mudar, mas a tua palavra vai se cumprir”.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Jesus Cristo, o bom pastor
Uma das coisas mais confortantes para nós é sabermos que Jesus Cristo nos conhece “como suas ovelhas”. O que significa dizer que Ele é o nosso bom pastor, conhecendo todas as nossas fragilidades. Ele sabe que não temos a visão correta das coisas; que muitas vezes “pegamos carrapatos”; que estamos com a nossa lã suja; que nos desgarramos andando por caminhos tortuosos; e, por isso, acabamos por beber água suja; enfim, Ele sabe que, muitas vezes, corremos perigo. Quanto a essa idéia de correr perigo, o apóstolo Pedro afirmou que o Diabo é como um leão a espera de executar a sua caça, mas não devemos ter medo, pois temos estas palavras “lançai sobre ele toda a vossa ansiedade porque ele tem cuidado de vós”. Ser pastoreado por Jesus Cristo é receber todos os cuidados que precisamos. Ele é verdadeiramente o nosso bom pastor. “Um só rebanho, um só pastor, uma só fé em um só salvador”, esse cântico expressa bem a idéia de união. Em sua oração sacerdotal Jesus Cristo revelou que o seu desejo era que fossemos “um”, como Ele é com o Pai, para que o mundo creia que Ele é o enviado de Deus (Jo 17.21). Jesus Cristo vai adiante de nós para nos guiar pelo caminho. Ele disse que o pastor chama as suas ovelhas pelo próprio nome e as conduz, indo adiante delas (Jo 10.3-4). Mas, quantos foram os perigos que enfrentou para nos conduzir pelo bom caminho? Enfrentou a incredulidade, perseguição e a indiferença do povo e dos fariseus. Foi tentado, pelo próprio Diabo, no deserto, porém creio que o caminho mais difícil que Ele teve que passar para nos fazer andar seguros, foi o caminho do calvário, Ele disse: “Meu Pai, se possível, passe de mim esse cálice”. Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres (Mt 26.39); tal era a dor que sentia. Ele se compadeceu das pessoas porque viu que “eram como ovelhas que não têm pastor” (Mc 6.34). Jesus Cristo nos ajuda na difícil caminhada, é seu este convite: “vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei [...] o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. É uma verdade maravilhosa saber que Jesus Cristo nos ama. O amor de Deus por nós se concretizou em sua encarnação, “porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). O bom pastor dá a vida pela suas ovelhas, “eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”. Ele deu a sua vida espontaneamente por nós, não sendo forçado a entregá-la, sofrendo toda violência dos guardas romanos. Todo o seu sofrimento foi por amor incondicional a um povo, o povo escolhido de Deus. O bom pastor nos ama.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Caminhar juntos na igreja
Olá, graça e paz. Pretendo compartilhar com os queridos, pelo menos duas verdades, em minha opinião, do que vem a ser caminhar juntos na igreja. Faço isso, porque acredito que é na igreja – quando falo igreja penso em povo congregado em qualquer local – o lugar de aperfeiçoamento de todos os crentes, resultando no amor que torna o discípulo de Jesus Cristo conhecido no mundo. Na igreja exercemos comunhão uns com outros, portanto, caminhar junto significa crescer em comunhão. Não é verdade que na correria do dia-a-dia atropelamos algumas coisas, e em algumas situações desejamos que o dia tivesse mais de 24h para realizarmos todos os compromissos que agendamos? Assim, se não tomarmos cuidado permitiremos, por exemplo, que a nossa vida devocional se distancie tanto da necessidade da nossa alma de buscar alimento e água em Jesus Cristo, a única fonte capaz de realmente saciar todas as nossas necessidades, que estaremos ou sem vida devocional ou com vida devocional enraizada em nós mesmos, nos nossos próprios rituais, vivendo uma religiosidade fria. Por isso ir à igreja, frequentá-la, passa a ser fator decisivo para o desenvolvimento e crescimento da nossa comunhão; mas, por favor, não entendam frequentar como um "legalismo farisaico". Não, isso não. Esse frequentar deve ser todo banhado dos mais nobres sentimentos por aquele que sabe que pertence a Deus. A Bíblia ensina que somos um corpo em Cristo. Por conta disso, temos a liberdade de compartilhar as nossas alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, de falarmos e sermos ouvidos, de aprendermos e ensinarmos, de confessarmos nossos pecados e fraquezas e sermos perdoados, certamente isso nos faz crescer em comunhão. Na igreja, participarmos juntos da Santa Ceia do Senhor, um grande banquete espiritual, quer comunhão maior? Na igreja, por meio dos testemunhos e ensinos da Palavra de Deus que partilhamos uns com os outros, a nossa fé é fortalecida e somos edificados em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador. Há, ainda, outra verdade que deve agir como força motivadora para caminharmos juntos, que é: “aceitarmos as nossas diferenças”. Sabemos da verdade bíblica que afirma que em Jesus Cristo somos um só corpo. Esta afirmação ensina que estamos unidos uns aos outros. Todavia, embora estejamos unidos uns, somos diferentes em termos de cultura, formação e educação, talentos e dons. Se fossemos todos iguais, não desenvolveríamos, nem aprenderíamos nada. Estaríamos sempre no mesmo lugar, parados sem perspectiva alguma, e porque não dizer: sem direção. Certamente não evoluiríamos, não cresceríamos. As nossas diferenças devem motivar e animar a nossa caminhada. Elas nos fazem perceber que não somos auto-suficientes e o quanto dependemos uns dos outros. Creio que esta foi uma das razões que o Espírito Santo, em sua infinita sabedoria, poder e graça, distribuiu talentos e dons diferentes a cada um de nós. Aceitar as diferenças do próximo significa, dentre outras coisas, amá-lo e respeitá-lo como ele é. Significa, também, vê-lo como instrumento poderoso nas mãos de Deus para a realização da Sua obra. Caminhemos a nossa jornada, crescendo em comunhão, edificando e sendo edificado, respeitando uns aos outros para que juntos vislumbremos a terra prometida a todos nós.
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